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Mateus e Mamãe

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sábado, 3 de janeiro de 2026

Noites com Sol

Escrito em 02 novembro de 2025.


Hoje, durante meu sono,  vi pessoas reunidas em um monte, todas vestidas de branco, com trajes simples. Elas cantavam uma música suave e envolvente. Quando me esforcei para ouvir melhor, percebi que era “Noites com Sol”.

Ao acordar, busquei a música que envolvia meu sono e descobri um conforto nas palavras.

Compartilho com vocês.


Essa expressão — noites com sol — traz consigo um profundo simbolismo espiritual. Representa a presença da luz mesmo nos momentos de escuridão, o consolo que vem do alto quando o coração parece cansado, e a certeza de que Deus nunca nos abandona.


A canção, de Flávio Venturini, foi composta em um tempo de desafios, mas carrega em si a mensagem da esperança que renasce, da fé que transforma e da alma que, mesmo sob as sombras, encontra motivos para brilhar.

Ela nos recorda que as “noites com sol” são reais — são aqueles instantes em que o amor divino toca nossa vida e nos faz perceber que tudo tem um propósito.


Talvez essa visão tenha vindo para me lembrar de que, mesmo em meio às dores e incertezas, a luz do Criador continua a iluminar nossos caminhos.

Que possamos abrir o coração e deixar o sol da fé, da paz e do amor entrar, aquecendo cada parte do nosso ser.


Que Deus e os espíritos de luz continuem a confortar e fortalecer nossos corações.

E lembrem-se: aqueles que partiram não se foram… continuam ao nosso lado, amando-nos e amparando-nos em espírito.

Sinto saudades, Doca.






Entre um cochilo e outro, nesse intervalo em que a alma cochicha e o corpo ainda descansa, senti alguém se acomodar ao meu lado no sofá.

Não me assustei. Apenas pensei: é a Yarin. Ela costuma chegar assim, sem pedir licença, como quem já pertence ao lugar.

Mas havia algo diferente naquele aconchego. Algo que não era só pelos. Antes que eu pudesse organizar o pensamento, veio a imagem do meu irmão — inteira, viva, quase travessa.

Sorri. E falei com ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Contei sobre a sensação curiosa de sentir companhia em meio ao silêncio. Ele me ouviu com aquele sorriso meio amarelo, a voz arrastadinha que sempre carregava um riso escondido. Agachado ao meu lado, passou a mão nos meus cabelos, abraçou-me com um braço só — do jeito dele, econômico e certeiro — e disse, sem cerimônia alguma, que era ele.

Não sei exatamente como reagi. Ali, a lógica parecia ter tirado férias. Conversamos. O tempo não tinha pressa. Até que, em algum ponto, a razão resolveu se manifestar e eu lhe disse, quase em tom de repreensão carinhosa, que ele já não estava entre nós… que não podia simplesmente aparecer e me abraçar assim.

Ele respondeu como sempre respondia às minhas tentativas de ser séria: sorriu. Um sorriso maroto, desses que não pedem permissão nem explicação. Mandou-me um beijo no ar e, sem alarde, desapareceu — como quem diz calma, tudo está em ordem.

Foi então que despertei.

Com o coração leve, evoquei os espíritos de luz, pedindo que continuassem a guiá-lo em sua caminhada. E agradeci. Agradeci pela visita inesperada, pelo carinho fora de agenda e por esse lembrete silencioso de que alguns laços não reconhecem fronteiras — nem as do tempo, nem as do mundo.